Pular para o conteúdo principal

G E O G R A F I A - Primeira e Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria (8 ano)


O mundo sempre esteve envolvido em guerras, de diferentes tamanhos, motivos, armas, mortes, mas poucas guerras foram tão destruídoras e envolveram tantos países como a primeira e segunda guerras mundiais, o número de mortes foi gigantesco, deixando marcas no mundo inteiro.
Outra Guerra tão importante, mas não por suas mortes em si, mas o clima de tensão criada por ela, foi a Guerra Fria, a guerra que nunca aconteceu no campo de batalha, entre duas gigantescas potências mundiais, dividiu o mundo em dois, transformou um modelo de mundo e sociedade em algo odiado, travada nos meios da diplomacia, ideologia, politicagem e uma corrida armamentista abissal, pôs em terror um planeta inteiro, fazendo as pessoas se dividirem em capitalistas e socialistas, imaginando quando o mundo acabaria.
CURIOSIDADES

Primeira Guerra Mundial

- A divisão naval da marinha de guerra do Brasil encarregada de patrulhar o Atlântico em frente do Senegal, ao avistar um movimento suspeito sob a água pensou ser um submarino alemão então a unidade passou ao ataque e após uma perseguição e bombardeio com bombas de profundidade que durou algumas horas descobriu que atacava um simples cardume de toninhas o acontecido entrou para a História como a "batalha das toninhas".
- O exército francês ter requisitado todos os veículos de Paris para transportar tropas para a frente a fim de conter o avanço alemão, isso incluía os táxis da cidade. 
- Os alemães queriam (e achavam que seria) uma guerra rápida, porém a maior parte dos conflitos se deu através da guerra de trincheiras. Essa nova tática de guerra consistia na construção de valas, onde os soldados melhor se protegiam dos constantes tiros no front.
- O brasileiro Santos Dumont, teve duas decepções com relação ao uso dado a suas invenções. Além do avião ter sido utilizado como meio de combate, o relógio de pulso (também concebido por ele) tornou-se artefato indispensável para os soldados. Diz que ele teria se suicidado, em 1932, após ver suas invenções a serviço da guerra.
- Os soldados europeus costumavam usar uma roupa mais leve debaixo da pesada farda. Os americanos copiaram e batizaram-na de t-shirt, devido a seu formato.
- Natal de 1914, há uma história curiosa sobre essa data. No front belga, ingleses e alemães saíram das trincheiras, cantando músicas natalinas e deram uma trégua, devido à data comemorativa. Quando o episódio veio a público, o autor de Sherlock Holmes, sir Conan Doyle, afirmou: "Foi um episódio humano em meio a tantas atrocidades que têm manchado a História da guerra".
- O gás cloro, que sufoca a vítima, causando um edema, foi usado como arma química.
- Zeppelins: Durante a guerra, os dirigíveis foram utilizados pelos alemães para bombardear Paris e cidades da Inglaterra. O nome da banda Led Zeppelin tem a ver com esses dirigíveis, já que o baterista da banda The Who achava que a banda de Page era pesada e voava (primeiro, chamou-se Lead Zeppelin; depois, Led Zeppelin).

Segunda Guerra Mundial

- A primeira bomba derrubada pelos Aliados em Berlim durante a Segunda Grande Guerra matou o único elefante do Jardim Zoológico de Berlim
 - Benito Mussolini, durante a Primeira Grande Guerra, era um editor de um jornal italiano financiado parcialmente pelos britânicos e pelos franceses. Nessa altura era um opositor aos poderes germânicos (ele também pertenceu ao exército italiano até ser ferido).
 - Heinrich Himmler, a mente diabólica das SS, foi um criador de galinhas.
- Além dos bombardeiros kamikaze, mas já ouviu falar de navios de guerra suicidas? Em 7 de Abril de 1945 na ilha de Okinawa, o navio de guerra japonês Yamato, que não tinha sido abastecido com combustível o suficiente para o regresso, tentou com outros navios atacar a frota americana. O Yamato, que foi um dos maiores navios de guerra já construídos, e os restantes navios que o acompanhavam foram afundados por aviões de guerra americanos antes de chegarem ao destino.
- Adolf Hitler era abstémio, vegetariano e um não fumava.
- Apesar de muita gente referir-se ao desembarque na Normandia no Dia D como sendo a Operação Overlord, a operação foi, na realidade, chamada Operação Neptuno. O desembarque foi originalmente conhecido como Overlord, mas em Setembro de 1943 o nome de código foi alterado para Neptuno, e a partir desse momento, Overlord passou a ser usado para se referir a estratégia dos Aliados no Noroeste da Europa. 
- Apesar do que se vê nos filmes, o exército alemão (Wehrmacht) não usava a saudação Nazi. Só depois de Julho de 1944 com o atentado a Hitler é que foram obrigados a usar a tal saudação.
- Todo mundo conhece o nome do bombardeiro B-29 que lançou a bomba atômica em Hiroshima - o Enola Gay - mas nem todo mundo sabe que Nagasaki não era o alvo principal. O B-29 era conhecido por Bock's Car, e Nagasaki não era o alvo original - o alvo pretendido era a cidade de Kokura, que escapou pelo fato de os pilotos do bombardeiro terem ordens para só atacar a cidade caso esta estivesse claramente visível. Como Kokura se encontrava sob um denso nevoeiro, Nagasaki foi a primeira alternativa para o lançamento da bomba atômica.
- Depois de ter sofrido grandes perdas durante o assalto e a captura de Creta, Hitler nunca mais comprometeu as suas tropas aerotransportadas em operações de larga escala, usando-os em vez disso como infantaria.
- No dia 17 de Janeiro de 1942, Churchill foi quase assassinado pelo inimigo e, igualmente, pela sua força aérea. Durante a viagem de regresso dos Estados Unidos, o hidroavião onde se encontrava desviou-se da rota predefinida e aproximou-se das linhas antiaéreas alemãs situadas na França e, após se ter dado conta do erro e tê-lo corrigido, os operadores dos radares britânicos detectaram o avião onde se encontrava Churchill como sendo um bombardeiro alemão. Seis aviões da RAF estiveram prontos para aniquilar o avião, mas felizmente, para Churchill, não foram capazes de o encontrar.
- Além dos métodos de transporte usados pela segunda Corporação polaca que lutavam na batalha do Monte Cassino existia também um urso castanho chamado wojtek que ajudava a transportar as munições.
- O exército vermelho soviético chegou a treinar cães com o intuito de destruir os tanques inimigos. Os cães eram treinados com comida por baixo dos tanques e era-lhes preso no dorso cerca de 26 libras de explosivo. Quando estes se encontravam por baixo dos tanques era acionado o explosivo, destruindo o tanque (e, obviamente, o cão). Infelizmente isto nem sempre funcionava com previsto, uma vez que os cães eram treinados com os tanques soviéticos, executando a tarefa mais facilmente com os tanques soviéticos do que com os alemães. Mais de 25 tanques alemães foram seriamente danificados desta forma durante as batalhas de Estalinegrado e Kursk.
- O tanque mais pesado de todos os tempos foi construído pelos alemães, e pesava 192 toneladas. No final da guerra este tanque ainda não tinha alcançado o estado operacional. 
- A panela teflon, Em 1938, o químico Roy Plunkett realizava experiências com gases para refrigeração. Por acaso, uma amostra virou uma substância pegajosa, em que quase nada grudava. Em 1945, a invenção recebeu o nome de teflon. Os primeiros usuários do novo produto foram os militares americanos, que aplicaram o teflon para revestir tubos e vedações na produção de material radioativo para a primeira bomba atômica.
 
MAIORES FRANCO ATIRADORES DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Simo Hayha -> Finlândia -> 542
Ivan Sidorenko -> URSS -> 500
Nikolay Yakovlevich Ilyin -> URSS -> 496
Kulbertinov -> URSS -> 487
Mikhail Budenkov -> URSS -> 437
Fyodor Matveevich Okhlopkov -> URSS -> 429
Fyodor Djachenko -> URSS -> 425
Vasilij Ivanovich Golosov -> URSS -> 422
Afanasy Gordienko -> URSS -> 417
Stepan Petrenko -> URSS -> 412
Vasili Zaitsev -> URSS -> 400
Sulo Kolkka -> Finlândia -> 400
Semen D. Nomokonov -> URSS -> 367
Abdukhani Idrisov -> URSS -> 349
Philipp Yakovlevich Rubaho -> URSS -> 346
Matthäus Hetzenauer -> Alemanha -> 345
Victor Ivanovich Medvedev -> URSS -> 331
E. Nicolaev -> URSS -> 324
Leonid Yakovlevich Butkevich -> URSS -> 315
Nikolai Ilyin -> URSS -> 315
Lyudmila M. Pavlichenko (F) -> URSS -> 309
Alexander Pavlovich Lebedev -> URSS -> 307
Ivan Pavlovich Gorelikov -> URSS -> 305
Ivan Petrovich Antonov -> URSS -> 302
Heinz Thorvald -> Alemanha -> 300
Gennadij Iosifovich Velichko -> URSS -> 300
Moisej Timofeyevich Usik -> URSS -> 300
Nataly V. Kovshova & Maria Polivanova (Female team) -> URSS -> 300
Ivan Filippovich Abdulov -> URSS -> 298
Yakov Mikhajlovich Smetnev -> URSS -> 279
Zhambyl Evscheyevich Tulaev -> URSS -> 262
Sepp Allerberger -> Alemanha -> 257
Fyodor Kuzmich Chegodaev -> URSS -> 250
Ivan Ivanovich Bocharov -> URSS -> 248
Mikhail Ignatievich Belousov -> URSS -> 245
David Teboevich Doev -> URSS -> 226
Vasilij Shalvovich Kvachantiradze -> URSS -> 215
Mikhail Stepanovich Sokhin -> URSS -> 202
Noj Petrovich Adamia -> URSS -> 200
Gefreiter Meyer -> Alemanha -> 180
Feodosy Smeljachkov -> URSS -> 125
I. Merkulov -> URSS -> 125
H. Andruhaev -> URSS -> 125
Oleh Dir -> Alemanha -> 120
Tatiana Igantovna Kostyrina -> URSS -> 120
Sgt. Passar -> URSS -> 103
V. N. Pchelintsev -> URSS -> 102
Aliya Moldagulova -> URSS -> 91
Lidiya Gudovanceva -> URSS -> 76
Helmut Wirnsberger -> Alemanha -> 64
P. Grjaznov -> URSS -> 57
Roza Shanina -> U.S.S.R. -> 54
A.P.Medvedeva-Nazarkina -> U.S.S.R. -> 43
Marie Ljalkov -> Czech Army -> 30
James Bedford MacArthur -> Canada -> 9  

Guerra Fria

- Foi inventado o forno de microondas, pelo engenheiro Percy Spencer, notou que um chocolate em seu bolso derreteu quando ele inspecionava magnétrons, componentes usados em radares. Deduzindo que a meleca havia sido causada pelo calor gerado pelos magnétrons, Percy criou um aparelho para aquecer comida usando esse princípio. A Raytheon comprou a idéia e lançou o microondas.
- Foi inventado o computador, chamado de Eniac, surgiu nos Estados Unidos. Projetado para o Exército americano, o aparelho servia para ajudar nos cálculos de artilharia. O bichão ficou pronto em 1946 e ajudou nos cálculos para construir a bomba de hidrogênio, testada pelos Estados Unidos em 1952
 

HISTÓRIA, CONTEXTO GEOGRÁFICO E DOCUMENTÁRIOS

- O Imperialismo europeu

A Europa, pioneira na Revolução Industrial, começou a se tornar mais tecnológica perante o resto do mundo, principalmente Reino Unido e França (países que criaram o processo de industrialização), necessitando de mais matérias primas e fontes de energia refletindo a mentalidade de lucro e de exploração que permeou o Ocidente com o desenvolvimento do capitalismo, impulsionaram a expansão dos territórios coloniais europeus na Ásia e na África, ainda mais com o pensamento da inferioridade dos países africanos e asiáticos, fez  tudo mais simples para os europeus.
Tomando controle dos territórios tornando-os em colônias ou protetorados (formas de domínios e opressão dos países europeus), garantia esse mercado que eles necessitavam, aplicando os recursos excendentes, abrindo companhias ou emprestando dinheiro para governos e companhias e empresas daquelas regiões, onde também ajudavam para dar saída do excendente demográfico dos países europeus.
Essa denominação territorial, política e econômica é denominada imperialismo.
A partir da segunda metade do século XIX, novas potências emergiram: os Estados Unidos, a Alemanha e o Japão. Mas alguns países como Alemanha e Itália, até por causa de sua demora na inovação tecnológica, tiveram desvantagem na partilha mundial, pois a maior parte do planeta se encontrava dominada por Reino Unido, França, Bélgica, Espanha e Portugal, criando focos de tensão internacional.

- Antecedentes da guerra
 
O interesse em ampliar mercados e o domínio sobre regiões de interesse imperialista fez com que a Europa se transformasse em um verdadeiro barril de pólvora. A França desejava reconquistar a região da Alsácia-Lorena perdida para a Alemanha. Os grupos nacionalistas balcânicos indispunham-se com a dominação exercida pela Áustria e a Rússia. Ao mesmo tempo, as tensões diplomáticas entre Alemanha e Inglaterra pelo domínio de regiões afro-asiáticas pioravam essa situação. Dessa forma, a frustração em torno das vias de negociação diplomática incentivou uma grande corrida armamentista entre as nações européias. O incentivo na compra e fabricação de armas agravou ainda mais as disputas econômicas, pois os grandes gastos no setor armamentista ampliavam a demanda por lucros e matéria-prima.
Todo esse clima de tensão fez com se formassem alianças político-militares, conhecidas como Tríplice Entente, entre Reino Unido, França e Rússia, e Tríplice Aliança, entre Alemanha, Áustria-Hungria e Itália.
Outro campo de disputas concentrava-se na região do Bálcãs. A opressiva dominação dos turcos na região era vista como uma grande oportunidade onde, através de um conflito armado, as nações industrialistas da Europa poderiam ampliar seus negócios. Foi quando em 1877, a Rússia, com apoio da Áustria, resolveu declarar guerra contra o Império Turco. Após derrotarem os turcos, os russos reconquistaram antigos territórios perdidos na Península Balcânica e a Áustria obteve controle sobre a Bósnia-Herzegovina.
A hegemonia russa na região reorganizou as alianças anteriormente firmadas. Em 1879, a Alemanha aliou-se secretamente à Áustria caso ocorresse uma invasão russa que, em troca, estaria livre de participar de um possível conflito entre a França e a Alemanha. No ano de 1882, o Tratado da Tríplice Aliança firmou um acordo de cooperação militar reunindo Alemanha, Áustria e Itália. Todas essas manobras sinalizavam que o mundo parecia ser “pequeno demais” frente a tantas nações ansiosas em firmarem sua supremacia econômica a qualquer custo.
No final do século XIX, a antiga hegemonia industrial inglesa começou a ser ameaçada. Os alemães conseguiram em um curto período formar um parque industrial que começou a superar a tradicional solidez industrial britânica. Sentindo-se ameaçados, os britânicos saíram de seu isolamento político-geográfico para firmarem acordos com a França. Após resolverem suas contendas, França e Inglaterra assinaram a Entente Cordial, em 1904. Tempos depois, a Rússia também se aproximou dos britânicos e franceses. A partir disso, estava formada a Tríplice Entente.
Dessa maneira, a Europa estava politicamente dividida entre os dois grandes acordos firmados na época. A Tríplice Entente e a Tríplice Aliança perfilavam a rivalidade num cenário bastante conturbado. A mobilização de potências em blocos preparou boa parte das condições necessárias para que ocorressem os conflitos da Primeira Guerra Mundial. 

- Primeira Guerra Mundial

O primeiro conflito mundial estendeu-se de 1914 a 1918, período durante o qual territórios europeus, africanos e asiáticos tornaram-se campos de batalha. As batalhas desenvolveram-se principalmente em trincheiras. Os soldados ficavam, muitas vezes, centenas de dias entrincheirados, lutando pela conquista de pequenos pedaços de território. A fome e as doenças também eram os inimigos destes guerreiros. Nos combates também houve a utilização de novas tecnologias bélicas como, por exemplo, tanques de guerra e aviões. Enquanto os homens lutavam nas trincheiras, as mulheres trabalhavam nas indústrias bélicas como empregadas.
No início da guerra (1914), o Reino de Itália era aliado dos Impérios Centrais na Tríplice Aliança, mas, considerando que a aliança tinha carácter defensivo (e a guerra havia sido declarada pelo Império Austro-Húngaro) e a Itália não havia sido preventivamente consultada sobre a declaração de guerra, o governo italiano afirmou não se sentir vinculado à aliança e que, portanto, permaneceria neutro. Mais tarde, as pressões diplomáticas do Grã-Bretanha e da França fizeram-na firmar em 26 de abril de 1915 um pacto secreto contra o aliado austríaco, chamado Pacto de Londres, no qual a Itália se empenharia a entrar em guerra decorrido um mês em troca de algumas conquistas territoriais que obtivesse ao fim da guerra: o Trentino, o Tirol Meridional, Trieste, Gorizia, Ístria (com exceção da cidade de Fiume), parte da Dalmácia, um protetorado sobre a Albânia, sobre algumas ilhas do Dodecaneso e alguns territórios do Império Otomano, além de uma expansão das colônias africanas, às custas da Alemanha (a Itália já possuía na África: a Líbia, a Somália e a Eritreia). O não-cumprimento das promessas feitas à Itália foi um dos fatores que a levaram a aliar-se ao Eixo na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A batalha da Sérvia

O exército sérvio submeteu-se a uma estratégia defensiva para conter os invasores austro-húngaros, o que culminou na Batalha de Cer. Os sérvios ocuparam posições defensivas no lado sul do rio Drina. Nas duas primeiras semanas os ataques austro-húngaros foram repelidos causando grandes perdas ao exército das Potências Centrais. Essa foi a primeira grande vitória da Tríplice Entente na guerra. As expectativas austro-húngaras de uma vitória fácil e rápida não foram realizadas e como resultado o Império Austro-Húngaro foi obrigado a manter uma grande força na fronteira sérvia, enfraquecendo as tropas que batalhavam contra a Rússia na Frente Oriental.

Exército alemão na Bélgica e França

Após invadir o território belga, o exército alemão logo encontrou resistência na fortificada cidade de Liège. Apesar do exército ter continuado a rápida marcha rumo à França, a invasão germânica tinha provocado a decisão britânica de intervir em ajuda a Tríplice Entente. Como signatário do Tratado de Londres, o Império Britânico estava comprometido a preservar a soberania belga. Para a Grã-Bretanha os portos de Antuérpia e Oostende eram importantes demais para cair nas mãos de uma potência continental hostil ao país.Para tanto, enviou um exército para a Bélgica, atrasando o avanço alemão.
Inicialmente os mesmos tiveram uma grande vitória na Batalha das Fronteiras (14 de Agosto a 24 de Agosto de 1914). A Rússia, porém, atacou a Prússia Oriental, o que obrigou o deslocamento das tropas alemãs que estavam planejadas para ir a Frente Ocidental. A Alemanha derrotou a Rússia em uma série de confrontos chamados da Segunda Batalha de Tannenberg (17 de Agosto a 2 de Setembro de 1914). O deslocamento imprevisto para combater os russos, porém, acabou permitindo uma contra-ofensiva em conjunto das forças francesas e inglesas, que conseguiram parar os alemães em seu caminho para Paris, na Primeira Batalha do Marne (Setembro de 1914), forçando o exército alemão a lutar em duas frentes. O mesmo se postou numa posição defensiva dentro da França e conseguiu incapacitar permanentemente 230.000 franceses e britânicos.

A guerra das trincheiras

Os avanços na tecnologia militar significaram na prática um poder de fogo defensivo mais poderoso que as capacidades ofensivas, tornando a guerra extremamente mortífera. O arame farpado era um constante obstáculo para os avanços da infantaria; a artilharia, muito mais letal que no século XIX, armada com poderosas metralhadoras. Os alemães começaram a usar gás tóxico em 1915, e logo depois, ambos os lados usavam da mesma estratégia. Nenhum dos lados ganhou a guerra pelo uso de tal artifício, mas eles tornaram a vida nas trincheiras ainda mais miserável tornando-se um dos mais temidos e lembrados horrores de guerra.
Numa nota curiosa, temos que no início da guerra, chegando a primeira época natalícia, se encontram relatos de os soldados de ambos os lados cessarem as hostilidades e mesmo saírem das trincheiras e cumprimentarem-se (trégua de Natal). Isto ocorreu sem o consentimento do comando, no entanto, foi um evento único. Não se repetiu posteriormente por diversas razões: o número demasiado elevado de baixas aumentou os sentimentos de ódio dos soldados e o comando, dados os acontecimentos do primeiro ano, tentou usar esta altura para fazer propaganda, o que levou os soldados a desconfiar ainda mais uns dos outros.
A alimentação era sobretudo à base de carne, vegetais enlatados e biscoitos, sendo os alimentos frescos uma raridade.
 Em 1917, a Rússia abandonou a guerra em razão do início da Revolução de Outubro. No mesmo ano, os Estados Unidos, que até então só participavam na guerra como fornecedores, ao ver os seus investimentos em perigo, entram militarmente no conflito, mudando totalmente o destino da guerra e garantindo a vitória da Tríplice Entente












- O Período entreguerras

É a denominação dada ao período que se estende do fim da primeira guerra mundial, em 11 de novembro de 1918, até o início da segunda guerra mundial, em 1 de setembro de 1939.
O período foi marcado pela Grande Depressão, associada a graves tensões políticas, culminando com a ascensão dos regimes totalitários em alguns países europeus, mas sendo assim esse período ocorreu também no resto do mundo. Na Alemanha e na Itália, surgiram o nazismo e o fascismo, respectivamente.
Estes graves problemas econômicos e políticos foram as causas da Segunda Guerra Mundial.
Após a Primeira Guerra Mundial, o quadro político europeu já se mostrava muito diferente.
A leste, o vasto império do czar da Rússia, derrubado por uma revolução operária em 1917, deu lugar ao primeiro Estado de regime socialista - a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas -, organizado no final de 1922.
Também em 1922, o líder fascista Benito Mussolini foi conduzido ao poder. Financiada pelos grandes empresários temerosos de uma revolução, a ascensão do fascismo expressava também a insatisfação italiana com o Tratado de Versalhes (Tratado que colocova várias condições econômicas, bélicas e políticas para os perdedores da primeira guerra).

- A sitação da Alemanha

As imposições do Tratado de Versalhes deixaram a Alemanha em uma situação humilhante, o que acirrou na população um sentimento revanchista, fundamentado na defesa dos interesses nacionais. Os problemas econômicos enfrentados pelo país após o conflito, resultaram no fechamento de muitas indústrias. Isso implicou o aprofundamento de problemas sociais como desemprego, inflação, concentração de renda e empobrecimento das classes trabalhadoras.
Adolf Hitler, líder do partido nacional-socialista (nazista) inspirado no fascismo italiano, aproveitou-se do sentimento de baixa autoestima que acometia o povo alemão para chegar ao poderem 1933 e iniciar a retomada do projeto militar do país. As relações com o passaram a se basear na negação das instituições democráticas e na crença da superioridade da raça ariana, com perseguição dos indivíduos considerados inferiores (judeus, ciganos, homossexuais, deficientes físicos e mentais).
Depois que acaba o II Reich (Império Alemão), é fundada a República de Weimar. A Alemanha estava em grave crise econômica e política por causa do Tratado de Versalhes. Tentativas seguidas de golpes, desde que a república foi fundada, um dos mais famosos, os socialistas tentam um golpe, chamado o Golpe da Liga Espartaquista (baseado em Espartacos, personagem histórico que lutou pela igualdade), esse golpe era liderado por uma mulher (Rosa Luxemburgo). Quando acontece a tentativa de golpe, surgem os Cascos de Aço (homens paramilitares de extrema direita) e surgem também os Free Corps (Corpos Livres - também são de extrema direita) e estes dois grupos vão dar o contra-golpe, aí Rosa vai ser presa e morta no caminho até a prisão.
Em 1921 são criadas as Tropas de Assalto (SA) que são lideradas por 2 homens e Hitler vai entrar nessas SA como espião, mas acaba como líder de uma delas. E os 3 resolvem dar um golpe - o Golpe da Cervejaria. Era uma época de extrema crise. A Cervejaria era um restaurante, onde estava toda a cúpula da República de Weimar e disseram aos governantes que, ou eles renunciavam, ou morriam. O problema é que eles conseguiram avisar o exército alemão que cerca as SA e Hitler foi preso, assim como os outros 2.
Em 1929, a quebra da bolsa de valores dos Estados Unidos afeta a Alemanha, fazendo com que a bruguesia comece a financiar Hitler e seu partido, com o partido ficando rico. Em 1924, Hitler tinha criado as SS (tropas de proteção) e estas SS convivem com as SA, 2 forças paramilitares enormes que, juntas, tinham 3 milhões de pessoas, sendo maior que o exército militar alemão.
Em 1933, o partido do Hitler vence a eleição.
Em 1934, Hitler manda matar vários líderes da SA, com vários homicídios cometidos pela SS ao mesmo tempo. A noite em que os líderes das SA são mortos ficou conhecida como a Noite dos Longos Punhais, onde foram mortos mais de 3 mil pessoas das SA, sobrando apenas Hitler, fundindo a SS com SA, onde se tornam a polícia de elite, utilizada para repressão. Depois da noite dos Longos Punhais, o presidente Hindenburg morre, onde Hitler se anuncia novo presidente, extinguindo a República de Weimar, criando o III Reich.
Ainda em 34, foram criadas as Leis de Nuremberg.(Lei anti-semita)
Em 1936, ocorre o encontro de Hitler e Mussolini, criando-se o Eixo Roma-Berlim. De 1933 até 1936 foram criadas muitas armas, navios e aviões. Mas, a Liga das Nações não impediu a construção desse armamento todo. Hitler querendo testar todo o equipamento militar que tinha, utiliza a Guerra Civil Espanhola, onde  o mais cruel ataque aconteceu na cidade de Guernica, causando um grande massacre da população.
Em 1938, Alemanha invade a Áustria, depois de invadir a Áustria, vendo que a Inglaterra e a França não fizeram nada, a Alemanha invade a Tchecoslováquia, justificando porque há uma região chamada Sudetos que tem 33% de alemães.
Em 1939 a Alemanha invade a Polônia, mas com receio da URSS, é assinado o Pacto Ribbentrop-Molotov. Com o objetivo de expandir para a França e para a Inglaterra, antes era necessário a conquista da Polônia, por isso o Pacto Ribbentrop-Molotov, pois se não fizesse isso, estaria ameaçando o território da URSS,que por retaliação poderia declarar guerra à Alemanha, o que seria ruim, pois haveria 2 frentes de batalha, uma a leste (URSS) e a outra a oeste (França e Inglaterra). Esse Pacto seria um pacto de não-agressão germano-soviético que foi assinado em 1939 e deveria durar 5 anos, isto é, duraria até 1944. Com o pacto, a partir de 1939, a Alemanha avançaria sobre a Polônia e para a França, enquanto a URSS avançaria sobre as Repúblicas Bálticas (Letônia, Estônia, etc.) e sobre a península nórdica (Escandinávia), cada um cresceria para um canto da Europa e depois de 5 anos, presume-se que ambos estariam prontos para se enfrentar. Foi um pacto de não-agressão com tempo para acabar.
Se não houvesse esse Pacto Ribbentrop-Molotov, a II GM não teria acontecido, Hitler não abriria 2 grandes frentes de batalha ao mesmo tempo, pois a Alemanha ficaria vulnerável.
Feito o acordo, a Alemanha invade a Polônia, fazendo com que França e Inglaterra declarem guerra, iniciando a Segunda Guerra Mundial.

- A Segunda Guerra Mundial


Foi um conflito militar global que durou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do mundo – incluindo todas as grandes potências – organizadas em duas alianças militares opostas: os Aliados e o Eixo. Foi a guerra mais abrangente da história, com mais de 100 milhões de militares mobilizados. Em estado de "guerra total", os principais envolvidos dedicaram toda sua capacidade econômica, industrial e científica a serviço dos esforços de guerra, deixando de lado a distinção entre recursos civis e militares. Marcado por um número significante de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 à 70 milhões de mortes.
Geralmente considera-se o ponto inicial da guerra como sendo a invasão da Polônia pela Alemanha Nazista em 1 de setembro de 1939 e subsequentes declarações de guerra contra a Alemanha pela França e pela maioria dos países do Império Britânico e da Commonwealth. Alguns países já estavam em guerra nesta época, como Etiópia e Reino de Itália na Segunda Guerra Ítalo-Etíope e China e Japão na Segunda Guerra Sino-Japonesa. Muitos dos que não se envolveram inicialmente acabaram aderindo ao conflito em resposta a eventos como a invasão da União Soviética pelos alemães e os ataques japoneses contra as forças dos Estados Unidos no Pacífico em Pearl Harbor e em colônias ultramarítimas britânicas, que resultou em declarações de guerra contra o Japão pelos Estados Unidos, Países Baixos e o Commonwealth Britânico.
A guerra terminou com a vitória dos Aliados em 1945, alterando significativamente o alinhamento político e a estrutura social mundial. Enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) era estabelecida para estimular a cooperação global e evitar futuros conflitos, a União Soviética e os Estados Unidos emergiam como superpotências rivais, preparando o terreno para uma Guerra Fria que se estenderia pelos próximos quarenta e seis anos. Nesse ínterim, a aceitação do princípio de autodeterminação acelerou movimentos de descolonização na Ásia e na África, enquanto a Europa ocidental dava início a um movimento de recuperação econômica e integração política.
- O período de 1939 a 1941 foi marcado por vitórias do Eixo, lideradas pelas forças armadas da Alemanha, que conquistou o Norte da França, Iugoslávia, Polônia, Ucrânia, Noruega e territórios no norte da África. O Japão anexou a Manchúria, enquanto a Itália conquistava a Albânia e territórios da Líbia.
- Em 1941 o Japão ataca a base militar norte-americana de Pearl Harbor no Oceano Pacífico (Havaí). Após este fato, considerado uma traição pelos norte-americanos, os estados Unidos entraram no conflito ao lado das forças aliadas.
- De 1941 a 1945 ocorreram as derrotas do Eixo, iniciadas com as perdas sofridas pelos alemães no rigoroso inverno russo. Neste período, ocorre uma regressão das forças do Eixo que sofrem derrotas seguidas. Com a entrada dos EUA, os aliados ganharam força nas frentes de batalhas. 
- O Brasil participa diretamente, enviando para a Itália (região de Monte Cassino) os pracinhas da FEB, Força Expedicionária Brasileira. Os cerca de 25 mil soldados brasileiros conquistam a região, somando uma importante vitória ao lado dos Aliados.
Em 16 de dezembro de 1944, a Alemanha tentou sua última e desesperada medida para obter sucesso na Frente Ocidental, usando a maior parte das suas reservas restantes para lançar uma grande contra-ofensiva nas Ardenas para tentar dividir os Aliados ocidentais, cercar grandes porções de tropas aliadas e tomar a sua porta de alimentação primária na Antuérpia, com o objetivo de levar a uma solução política. Em janeiro, a ofensiva tinha sido repelida sem cumprir os seus objetivos estratégicos. Na Itália, os Aliados ocidentais ficaram num impasse na linha defensiva alemã. Em meados de janeiro de 1945, os soviéticos atacaram na Polônia, movendo-se do Vístula ao rio Oder, na Alemanha, e invadiram a Prússia Oriental. Em 4 de fevereiro, os líderes norte-americanos, britânicos e soviéticos se encontraram na Conferência de Yalta. Eles concordaram com a ocupação da Alemanha no pós-guerra e sobre quando a União Soviética iria se juntar à guerra contra o Japão.
Em fevereiro, os soviéticos invadiram a Silésia e a Pomerânia, enquanto Aliados ocidentais entraram na Alemanha Ocidental e aproximaram-se do rio Reno. Em março, os Aliados ocidentais atravessaram o norte do Reno e o sul do Ruhr, cercando o Grupo de Exércitos B alemão, enquanto os soviéticos avançaram para Viena. No início de abril, os Aliados ocidentais finalmente avançaram na Itália e atravessaram a Alemanha Ocidental, enquanto as forças soviéticas invadiram Berlim no final de abril; as duas forças encontraram-se no rio Elba em 25 de abril. Em 30 de abril de 1945, o Reichstag foi capturado, simbolizando a derrota militar do Terceiro Reich.
Várias mudanças de liderança ocorreram durante este período. Em 12 de abril, o então presidente dos Estados Unidos, Roosevelt, morreu e foi sucedido por Harry Truman. Benito Mussolini foi morto por partisans italianos em 28 de abril. Dois dias depois, Hitler cometeu suicídio e foi sucedido pelo Grande Almirante Karl Dönitz.
As forças alemãs na Itália se renderam em 29 de abril. O tratado de rendição alemão foi assinado em 7 de maio em Reims e ratificado em 8 de maio em Berlim. O Grupo de Exércitos Centro alemão resistiu em Praga até o dia 11 de maio.
No Pacífico, as forças estadunidenses acompanhadas por forças da Comunidade das Filipinas avançaram no território filipino, tomando Leyte até o final de abril de 1945. Eles desembarcaram em Luzon em janeiro de 1945 e ocuparam Manila em março, deixando-a em ruínas. Combates continuaram em Luzon, Mindanao e em outras ilhas das Filipinas até o final da guerra.
Em maio de 1945, tropas australianas aterraram em Bornéu. Forças britânicas, estadunidenses e chinesas derrotaram os japoneses no norte da Birmânia em março e os britânicos chegaram a Yangon em 3 de maio. Forças estadunidenses também chegam ao Japão, tomando Iwo Jima em março e Okinawa até o final de junho. Bombardeiros estadunidenses destroem as cidades japonesas e submarinos bloqueiam as importações do país.
Em 11 de julho, os líderes Aliados se reuniram em Potsdam, na Alemanha. Lá eles confirmam acordos anteriores sobre a Alemanha e reiteram a exigência de rendição incondicional de todas as forças japonesas, especificamente afirmando que "a alternativa para o Japão é a rápida e total destruição." Durante esta conferência, o Reino Unido realizou a sua eleição geral e Clement Attlee substitui Churchill como primeiro-ministro.
Como o Japão continuou a ignorar os termos de Potsdam, os Estados Unidos lançam bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em agosto. Entre as duas bombas, os soviéticos, em conformidade com o acordo de Yalta, invadem a Manchúria, dominada pelos japoneses e rapidamente derrotam o Exército de Guangdong, que era a principal força de combate japonesa. O Exército Vermelho também captura a ilha Sacalina e as ilhas Curilas. Em 15 de agosto de 1945 o Japão se rende, sendo os documentos de rendição finalmente assinados a bordo do convés do navio de guerra americano USS Missouri em 2 de setembro de 1945, o que pôs fim à guerra.





- A Guerra Fria

No ano de 1945, com o término da Segunda Guerra Mundial, os países conhecidos como "Três Grandes" (Estados Unidos, URSS e Grã-Bretanha), vitoriosos na guerra, participaram de conferências para reorganizar o espaço europeu de acordo com seus interesses. As conferências de Yalta e Potsdam remodelaram as fronteiras soviéticas e alemãs, expandindo as áreas de influência da União Soviética.
Os Estados Unidos, temendo um avanço soviético, lançaram a Doutrina Truman em 1947, com o objetivo de colocar os países da Europa Ocidental sob sua influência. Assim teve início o processo de bipolarização mundial.
Como consequência, em 1949 os países da Europa alinharam-se no bloco ocidental (capitalista) ou no bloco oriental (socialista). No mesmo ano, a Alemanha foi dividida em dois países: a República Federal da Alemanha ou Alemanha Ocidental, capitalista, e a República Democrática Alemã ou Alemanha Oriental, socialista.

Corrida Espacial

Nesse cenário, a corrida espacial foi um marco na disputa entre blocos capitalista e socialista. Os soviéticos foram os primeiros a lançar um satélite e a enviar um homen ao espaço, enquanto os estadunidenses organizaram a primeira espedição tripulada até a Lua. A corrida tinha finalidade cientifíca, mas sobretudo era uma maneira de cada bloco fazer propaganda de suas conquistas tecnológicas e de seu modo de vida.

Equilíbrio do terror

Além da corrida espacial, durante a Guerra Fria ocorreu a chamada corrida armamentista, que teve início com o lançamento das bombas atômicas sobre o Japão. Estados Unidos e União Soviética esforçavam-se em produzir bombas nucleares com poder de destruição cada vez maior, gerando preocupação em todo mundo. Acreditava-se que o ataque de um dos dois lados desencadearia uma guerra total que poderia pôr em risco a própria existência humana. Era o equilíbrio do terror. Por esse motivo, as duas superpotências tentavam manter os conflitos longe de suas fronteiras.
Os focos de tensão foram mudando ao longo do tempo, sempre que algum país não deixava claro a qual bloco estava aliado. Soviéticos e estadunidenses financiaram grupos rebeldes, partidos políticos e até artistas e intelectuais para difundir suas ideologias.
Por isso, a Guerra Fria não foi uma guerra no sentido militar, de combate armado, mas uma guerra tecnológica, ideológica e cultural.

O fim da Guerra Fria

Em 1985, Mikhail Gorbatchev assumiu o poder. Nos anos seguintes, ele iniciou um processo de reestruturação econômica (perestroika), com abertura política e com transparência das ações do Estado (glasnost).
Entre as ações empreendidas por iniciativa do líder soviético, destacaram-se os acordos entre os dois blocos para diminuição do arsenal nuclear. Desse modo, o equilibrio pelo terror tornou-se menos inquietante, começando o fim da Guerra Fria, onde os Estados Unidos despontavam como única superportência do planeta.





Comentários

Leno BR disse…
Obg por essas informações me ajudaram bastante pq fiz a cavada de não copiar a matéria e agora TENHO PROVA e não tinha o conteúdo esse poste me ajudou muito ainda passei na prova graças a ele obg,vlw fuis

Postagens mais visitadas deste blog

A R T E - 100 Imagens de Dragões (Dragons Images)

Trago aqui uma seleção de 100 ilustrações de dragões, pois sempre que vemos na internet sempre as mesmas imagens, quis aqui então selecionar algumas mais diferentes e mostrar outros conceitos de arte destes seres mitológicos. " Dragões ou dragos (do gregodrákonδράκων) são criaturas presentes na mitologia dos mais diversos povos e civilizações. São representados como animais de grandes dimensões, normalmente de aspecto reptiliano (semelhantes a imensos lagartos ouserpentes), muitas vezes com asas, plumas, poderes mágicos ou hálito de fogo. A palavra dragão é originária do termo grego drakôn, usado para definir grandes serpentes. Em vários mitos eles são apresentados literalmente como grandes serpentes, como eram inclusive a maioria dos primeiros dragões mitológicos, e em suas formações quiméricas mais comuns. A variedade de dragões existentes em histórias e mitos é enorme, abrangendo criaturas bem mais diversificadas. Apesar de serem presença comum no folclore de povos tão dista…

A R T E - 50 imagens de demonios (Demons Images)

Um demônio é um ser paranormal, muitas vezes maléfico sendo uma figura comum na religião, ocultismo, literatura e folclore. A palavra original grega daimon não carrega a conotação negativa inicialmente entendido pela aplicação do koiné δαιμόνιον (daimonion),  e mais tarde atribuído a quaisquer palavras de conatação parecida. Nas antigas religiões orientais, bem como nas tradições abraâmicas, incluindo antiga e medieval demonologia cristã, um demônio é considerado um espírito imundo , mais especificamente um anjo mal, que pode causar possessão demoníaca. No oeste da ocultismo e na magia do Renascimento, que nasceu de uma fusão da magia greco-romana, demonologia judaica, tradição e cristã, um demônio é uma entidade espiritual que pode ser evocado e controlada. O termo grego não tem qualquer conotação de mal ou maldade. Na verdade, εὐδαιμονία eudaimonia , (lit. bom civismo) significa felicidade. O primeiro termo adquiriu suas conotações negativas na Septuaginta tradução da Bíblia h…

A R T E - 70 imagens de lobisomens (Images of werewolf)

"Lobisomem ou licantropo (do grego λυκάνθρωπος: λύκος, lykos, "lobo" e άνθρωπος, anthrōpos, "homem"), é um ser lendário, com origem em tradições europeias, segundo as quais, um homem pode se transformar em lobo ou em algo semelhante a um lobo em noites de lua cheia, só voltando à forma humana ao amanhecer.
Tais lendas são muito antigas e encontram a sua raiz na mitologia grega. Segundo As Metamorfoses de Ovídio, Licaão, o rei da Arcádia, serviu a carne de Árcade a Zeus e este, como castigo, transformou-o em lobo (Met. I. 237).Uma das personagens mais famosas foi o pugilista arcádio Damarco Parrásio, herói olímpico que assumiu a forma de lobo nove anos após um sacrifício a Zeus Liceu, lenda atestada pelo geógrafo Pausânias.
Segundo lendas mais modernas, para matar um lobisomem é preciso acertá-lo com artefatos feitos de prata."

Vídeo - Leões e animais atacando